SOBRE
M. LAPIERRE
Artista, fotógrafo e escultor visual.
Desenvolvi ao longo do tempo uma nova forma de ver o invisível e de o fotografar. Há 30 anos dei início a  uma nova abordagem sobre as imagens latentes, imagens invisíveis em transição, encontradas em qualquer lugar, sobre e sob todo o tipo de materiais, de líquidos ou de texturas. Um mundo novo,com as suas próprias regras e as suas formas  à espera de serem reveladas e devolvidas ao mundo visível.
Na água, sob e sobre a superfície, deparei-me  com formas em movimento contínuo, indo e vindo como numa dança eterna, que as modifica a cada dia transformando-as sucessivamente em imagens diferentes.O meu trabalho é concebido a partir de conceitos imateriais tendo por base técnicas de fotografia, os princípios da visão com ligação ao processo cognitivo e ainda as propriedades do comportamento da luz.
Da captura dessas imagens únicas, acedo à criação de um mundo que simboliza uma marca de tempo/espaço num mapa imaginário de ilusões.

 
 

Luz

E olhei o mundo de quase todas as maneiras.
Viajei e vivi em diferentes países e vi que a luz alterava a realidade, nas formas, cores, texturas e sombras, no sentido abstracto de olharmos essa mesma realidade.
No olhar atento não ao óbvio, mas à complexidade intrínseca das coisas, descobri um mundo novo à minha volta recheado de imagens extraordinárias em 3D sobre superfícies 2D, onde a primeira camada da realidade, escondia novas camadas e todo um novo cenário repleto de detalhes em que tudo fazia sentido. Essa observação deu-me  a oportunidade de desenvolver este conceito de imagem invisível em transição, usando a ideia de latência fotográfica, agora aplicada a tudo.
A música de Paul Webster e Johnny Mardel "A sombra do teu sorriso" é um bom exemplo disso. Lemos a frase e parece-nos fácil entender. No entanto quando pensamos melhor, esta frase está cheia de idéias e imagens latentes complexas.
Como podemos materializar esta ideia? Como tirar uma foto à sombra de um sorriso?

Tempo

Capturar o momento certo
O tempo para estar lá, o tempo de ver, o tempo de espera, o tempo para viver e refletir e, finalmente,  o tempo para representar através de imagens tudo isso.
Ao longo dos anos, fui desenvolvendo a sensibilidade para a criação de imagens únicas.
O conceito fotográfico de latência adaptado ao real, transformou-se com o decorrer do tempo num projecto de grande abrangência no meu processo artístico estando patente na fotografia, desenho e video. É uma ideia transversal e que dá corpo a toda a minha reflexão e produção artística. É ainda na percepção do momento certo para capturar o equilíbrio de formas e cores, considerando os diferentes tempos de acção e os  diferentes tempos de exposição, que se pode  obter toda a força e equilíbrio de uma imagem.

Revelação

É a apresentação ao mundo do resultado da luz e do tempo.
Vamos enfrentá-la!


Algo nasceu que se desvenda no momento particular para mostrar o trabalho final.
Imagens de liberdade e infinito que interagem connosco e que reinventamos a cada olhar. 
A impressão é a materialização desse conjunto de energias imateriais todas repletas de múltiplos sentidos, diálogos e complexidades, representados sob a forma de uma fotografia impressa com tintas de grande durabilidade em papeis fabricados através de processos adquiridos ao longo de centenas de anos. 
Todos os trabalhos são acompanhados por mim em todas as fases do processo.
As minhas fotografias serão sempre acompanhadas de certificação internacional de autor e propriedade conferindo desta forma uma mais valia ao comprador.

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